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Acará-disco, o rei do aquário de água doce

Conhecido como o “Rei do Aquário” de água doce, o Acará-disco é considerado o topo do aquarismo, tanto pela sua beleza quanto pela sua sensibilidade, vindo em segundo do ranking o Acará-bandeira, considerado por muitos o aristocrata dos aquários. O Acará-disco é um peixe originário da Bacia Amazônica. São peixes de pequeno porte, raramente ultrapassando 150g de peso e sua reprodução não acontece com facilidade em aquários.

Conhecido também como o “Rei do Aquário” de água doce, o Acará-disco é considerado o topo do aquarismo para qualquer um, tanto pela sua beleza quanto pela sua sensibilidade, que representa um desafio para a maioria dos amantes do hobby.

Relatos históricos dizem que em 1840, o Dr. Johann Heckel descreveu pela primeira vez 15 espécies de Acarás-discos, sem chamar muito a atenção. Já em 1933 os peixes foram apresentados a aquaristas modernos e desde então passaram a fascinar o homem.

O segundo do ranking é o Acará-bandeira, considerado por muitos o aristocrata dos aquários. Este peixe transformou-se numa dor de cabeça para ictiologistas e aquariófilos, pois sob a mesma forma e igualdade de colorido foram descobertas três espécies diferentes: P. scalare, P. eimekei e P. altum. As diferenças são pouco aparentes para os aquaristas menos avisados, já que tudo parece limitar-se à quantidade de escamas e raios das nadadeiras. É realmente o príncipe dos aquários, pelo seu porte majestoso, elegância no nadar e inusitada beleza.

Há várias espécies de Acará, como os Verdadeiros (Aequidens sp.), Trovão (Satanoperca jurupari Heckel, 1840), Bauari (Mesonauta insignis Heckel, 1840), Pintado (Heros sp.), Disco (Symphysodon discus e Symphysodon aequifasciata) e o Bandeira (P. scalare, P. eimekei e P. altum). São peixes de pequeno porte, raramente ultrapassando 150g de peso, porém de grande rusticidade, reproduzindo-se naturalmente nos viveiros duas a três vezes ao ano. Nidificam e protegem seus filhotes. Possuem grande valência ecológica, ocupando os mais diversificados nichos. São consideradas espécies importantes para a piscicultura na região por terem grande capacidade de predar larvas de Díptera, ajudando desta forma a evitar o desenvolvimento de doenças transmitidas por estes insetos. Devido à sua grande prolificidade, o excesso de produção de alevinos serve inclusive de alimento natural para os peixes principais como os aracus e os jundiás.

Disco – O Acará-disco é um peixe originário da Bacia Amazônica. Apresenta muitas diferenças em relação à grande maioria dos peixes, a começar pelo seu estranho formato. Além disso, possui apenas um par de narinas e não dois; não tem dentes no céu da boca, só nas maxilas. O que o torna muito procurado como peixe de aquário é o seu formato. É também um peixe muito raro, com muitas espécies, subespécies e variedades. As mais comuns são: Symphysodon discus e Symphysodon aequifasciata, tendo este último várias subespécies.

O Acará-disco é bastante resistente a mudanças de água e temperatura, mas muito sensível a doenças, sobrevivendo a poucas delas. Alimenta-se principalmente de pequenos vermes. Os que vivem em aquários podem também comer alimentos secos. No macho as cores são mais vivas e as nadadeiras anais e dorsais mais compridas; na fêmea, o ventre é mais largo e chato. Entretanto, em peixes com menos de 12,5cm é praticamente impossível distinguir-se os sexos.

Antes da reprodução o casal troca “beijos” e limpa uma superfície inclinada para depositar os ovos. Os alevinos ao nascer ficam ao redor dos pais durante cerca de dois meses, comendo um muco segregado no dorso destes.

Seu habitat natural são as águas da região amazônica, mas atualmente já é criado em larga escala em vários lugares do mundo, principalmente Ásia, Estados Unidos e Alemanha, onde pode-se encontrar fazendas especializadas na criação do peixe. Hoje, existem muitas novas subespécies obtidas através de cruzamentos.

Um aquário ideal para os Discos deveria conter somente peixes da mesma espécie, pois costumam ficar intimidados na presença de outros peixes mais ágeis, deixando até de se alimentar.

Os Bandeiras, ao contrário do que muitos pensam, não são uma boa opção. Por ser muito agitados, podem intimidar os Discos. Além disso, alguns livros dizem ser o Bandeira portador de um verme do gênero Capillaria que é fatal para os Discos.

Uma outra característica peculiar do Acará-disco é o cuidado com sua prole. Após a postura e fertilização dos ovos, pai e mãe se revezam “abanando” os ovos para evitar o surgimento de fungos e defender os alevinos. Ao nascerem, se juntam ao corpo dos pais onde encontram uma secreção leitosa que serve para alimentá-los.

A reprodução não acontece com muita facilidade em aquários e o dimorfismo sexual, isto é, a diferenciação entre machos e fêmeas, é de difícil identificação. (Apolonildo Britto – Revista Amazon View – Edição 68)

 
Apolonildo Brito

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