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Maravilhas do Marajó no 4º Bufalo Forest

Passeio ecológico sobre rodas descortina paisagens maravilhosas e mostra a cultura secular da maior ilha fluvial do mundo, incluindo aventuras inesquecíveis. O evento é uma promoção da Associação Paraense de Foras de Estrada e teve a participação de vários veículos, entre jeeps, caminhonetes e motocicletas. A expedição percorreu cerca de 400 km, durante os dias 1 a 5 de dezembro, nos municípios de Cachoeira do Arari, Soure e Salvaterra.

Quem participou do 4º Bufalo Forest teve a oportunidade de conhecer ou rever uma das regiões mais bonitas do Estado do Pará (Ilha de Marajó) e curtir os prazeres que só um passeio fora de estrada pode proporcionar. O evento teve a participação de vários veículos, entre jeeps, caminhonetes e motocicletas, além da equipe de organização e do apoio da revista Amazon View e cobertura da imprensa nacional. A promoção foi da Associação Paraense de Foras de Estrada.

A expedição percorreu cerca de 400 km, de 1 a 5 de dezembro, nos municípios de Cachoeira do Arari, Soure e Salvaterra, percurso definido por conta da situação climática do Marajó, onde este ano não parou de chover e manteve parte de seu território alagado, impossibilitando o tráfego de veículos.

Mas o raid deste ano proporcionou muita aventura, emoção e entretenimento, com acesso a vários tipos de terrenos (areia, terra, piçarra, lama e a famosa terroada), inclusive visitas a fazendas típicas marajoaras e a travessia obrigatória das balsas entre Belém e Soure.

Os participantes do fora de estrada ficaram maravilhados com as regiões percorridas e com a presença de elementos tão diferenciados culturalmente, mesclados pela união das ações climáticas e geográficas da maior ilha flúvio- marítima do mundo.

A viagem teve excelente aproveitamento com as explicações de guias e do diretor e fundador do Museu do Marajó, padre Giovanni Gallo, que mostrou o acervo da instituição e descreveu as características culturais marajoaras. Giovanni falou das dificuldades por quais passa o Museu, cuja sobrevivência depende de ajuda financeira urgente.

 Reforçados pelo vigor da Ilha e pelo esmero dos vaqueiros, os participantes da expedição foram definitivamente envolvidos pelas trilhas, tanto que passaram três horas na localidade de Rosário, para vencer um atoleiro emocionante. O acesso era de um veículo por vez, o que provocou uma competição entre os participantes.

Para completar o dia, a Prefeitura Municipal de Soure promoveu um show de recepção, mostrando a hospitalidade, a graça, a raça e a beleza do povo local, apresentando danças típicas, folclore e histórias, como o carimbó, siriá e lundu, sempre com sorrisos e olhos brilhantes.

No último dia, as trilhas foram curtidas em Salvaterra, com muita areia e praias desertas e encantadas, cruzando igarapés para chegar à Ponta de Joanes, onde houve confraternização e a programação para os próximos eventos a serem realizados.

 À noite houve mais festa, desta vez em Salvaterra, onde visitantes eram convidados pelas dançarinas de carimbó, para provar que são galantes, pegando os lenços na roda de dança. Enfim, aconteceu a confraternização de encerramento, que começou em Joanes e estendeu-se a Salvaterra, passando pela balsa até Icoaraci, distrito de Belém.
    Agora os preparativos são para o carnaval, curtindo outros cenários paraenses, como no Forest Transamazônica, que cruzará mais de dois mil quilômetros de lama e mata, em 11 municípios do Pará, segundo planeja a Associação de Pilotos Fora de Estrada – Forest Off Road. Depois será o 5.º Bufalo Forest, comprovando a seriedade do evento e a grande atração magnética exercida pela região marajoara, comprovada pelos participantes da empreitada, que sempre buscam repetir a dose e confirmar a capacidade do Marajó de renovar as emoções a cada contato. As condições geográficas e climáticas da região provocam a cada estação uma transformação radical. O solo, de seco passa a ser água, igarapé, rio e lago, que definem seu destino de acordo com a insistência deste solo. Depois, o astro-rei, Sol castiga ou afaga através do tempo e quando olhamos estamos num deserto sem areia, mas com uma vegetação rala e verde oscilante - o deserto verde na maior ilha fluvial do mundo.

O grupo circulou por trilhas empoeiradas de Cachoeira do Arari, passando por fazendas tradicionais até chegar na fantástica Fazenda Tapera, onde foi recepcionado pela proprietária Dita Acatauassu, 94 anos, descendente de uma das famílias mais tradicionais da região, que proporcionou o pernoite e a oportunidade de conhecer os detalhes da casa-grande, da igrejinha rural e da coleção de arte marajoara que guarda com carinho. Na manhã seguinte, houve corridas de búfalo e de cavalos marajoaras, oportunidade em que os vaqueiros mostraram destreza no manejo do gado e explicaram os detalhes básicos para a montaria, tanto nos búfalos como nos cavalos regionais. Mesmo assim, poucos foram os visitantes que se arriscaram a enfrentar as raças regionais. (Apolonildo Britto - Revista Amazon View – Edição 34)

 
Apolonildo Brito

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