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Jornalismo | Reportagens

Macapá festeja Semana da Consciência Negra

Sincretismos religioso e cultural na Missa dos Mocambos marcou as comemorações da Semana da Consciência Negra na capital amapaense, além de manifestações religioso-folclóricas afro-brasileiras realizadas nas comunidades negras do Estado que possui a maior população afrodescendente da Amazônia. Os tambores rufaram simultaneamente dando compasso à celebração do marabaixo, umbanda, axé, candomblé e batuque.

O Centro de Cultura Negra do Amapá sediou a Semana da Consciência Negra, em Macapá, obedecendo à extensa programação com participação de várias comunidades negras do Estado, destacando-se as do Curiaú, Maruanum, Mazagão Velho, Igarapé do Lago e a própria capital representada pelos bairros Laguinho e Pacoval.

O corolário do evento foi o rufar dos tambores, acontecimento em que representantes de manifestações religioso-folclóricas afro-brasileiras tocam tambores, simultaneamente, confundindo marcações de marabaixo, umbanda, axé, candomblé e batuque.

Outro ato de destaque na Semana da Consciência Negra foi a Missa dos Mocambos, “uma espécie de apologia aos deuses referendados nos mais diversos ritmos e religiões”, segundo explicação de Magno de Carvalho, um dos integrantes do movimento negro no Amapá.

Dalva Figueiredo, a vice-governadora que na ocasião exercia a chefia do Executivo, participou do evento tradicionalmente regado à gengibirra, bebida regional muito apreciada nas comunidades negras, principalmente em épocas festivas.

Aluízio Carvalho, coordenador da Semana da Consciência Negra, observou que o apoio do Governo do Estado foi fundamental para a realização do evento. Ele lembrou que todos os anos o Governo é o grande parceiro da União dos Negros do Amapá (UNA), entidade criada com a finalidade de resgatar a cultura dos descendentes de africanos que em tempos idos vieram para o extremo Norte do país.

“Graças ao incentivo do Governo, hoje o Amapá é um dos pouquíssimos Estados brasileiros que têm a sua cultura preservada”, festejou Aluízio, para quem a Semana da Consciência Negra superou as expectativas, a exemplo do V Encontro dos Tambores, também recentemente realizado.

“O público compareceu em massa e teve a oportunidade de assistir a um grande espetáculo, onde os valores e as tradições da raça negra foram elevados no mais puro resgate desta cultura milenar que atravessou o oceano para aqui se sincronizar com as etnias branca e índia”, explicou o coordenador da Semana da Consciência Negra.

Magno de Carvalho, por sua vez, citou que a Semana reverenciava os antepassados e mantinha viva a esperança da igualdade, do fim do racismo e do preconceito contra as pessoas de pele escura. (Apolonildo Britto - Revista Amazon View – Edição 34)

 
Apolonildo Brito

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