Amazon View!

Jornalismo | Reportagens

Planetário: o universo ao alcance da Amazônia

O planetário é uma realidade das principais cidades do mundo, preparando estudantes e informando as populações sobre os fenômenos do Universo, proporcionando avanço tecnológico nas áreas de educação, turismo e lazer. O Governo do Pará adquiriu o mais avançado equipamento técnico fabricado na Alemanha e construiu um planetário moderno com arquitetura e instalações apropriadas na capital paraense.

Quando o deputado Nadir Neves lançou na Assembléia Legislativa do Pará, em 1995, o projeto de construção de um planetário em Belém logo foi chamado de  “o homem das estrelas”, alcunha que ganhou campo entre os que aceitaram ou não a idéia. Venceu o bom senso, o projeto foi aprovado e o planetário construído na capital paraense, a única cidade do Norte a viabilizar esse importante empreendimento científico, educacional, cultural, turístico e de lazer, que adotou o modelo ZKP-3, fabricado na Alemanha pela empresa Carl Zeiss Jena GmbH, um dos equipamentos mais modernos do mundo.

É o vigéssimo primeiro planetário implantado no país, entre grandes (300 pessoas), médios (para 120) e pequenos (30 pessoas), localizados principalmente nas regiões Sul e Sudeste, dois no Rio Grande do Sul, cinco no Rio de Janeiro, cinco em São Paulo, que inaugurou o primeiro do Brasil, em 1954, e ainda em Florianópolis, Curitiba, Brasília e Goiânia. No Nordeste apenas Fortaleza e João Pessoa possuem planetário. Esse número, entretanto, é modesto para um país de envergadura do Brasil, se compararmos com o que possui o México e outros lugares do mundo, alguns menos desenvolvidos do que o nosso.

Aproveitando a experiência positiva que o projeto está proporcionado à população paraense, o deputado Nadir Neves deseja levá-lo a todos os Estados da Amazônia, a fim de que possam também oferecer esse tipo de fonte de informação e turismo. Ele se coloca à disposição dos interessados para repassar as informações que viabilizaram o projeto no Pará e justifica:

“O planetário é uma realidade das principais cidades do mundo, preparando estudantes e informando as populações  sobre os fenômenos do Universo. O homem já foi à Lua, abrindo um novo caminho para o espaço sideral. Sondas não-tripuladas chegaram ou estão chegando a Marte, Vênus, Mercúrio, Júpiter e Saturno, acumulando vasta gama de informações que podem ajudar a vida do homem. Por isso, é justo que o amazônida também participe do conhecimento da humanidade, pois o planetário, com certeza, auxiliará nossas populações a caminhar nessa direção, ajudando a despertar vocações científicas e a reduzir nossa dependência nessa área em relação aos países mais desenvolvidos.”

Para Nadir Neves a obra tem objetivos que extrapolam o campo das observações astronômicas, difunde a diversidade da ciência integrada ao conhecimento popular, além de fortalecer práticas de educação voltadas para a consciência ambiental. A ocupação cultural e turística do espaço físico do planetário agrega mais conteúdo ao projeto, como arte, estética, corporeidade, humanismo, ética, cidadania, ciências naturais, língua, educação popular, tecnologia etc.

O parlamentar garante que a idéia é exeqüível, apesar de custar cerca de      R$ 2,5 milhões, pois conta com possíveis investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, além de outros órgãos ligados aos setores abrangidos pelo projeto. O planetário paraense foi construído pelo governo do Estado, através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectam).

O Planetário – Com objetivos definidos nos campos do conhecimento e do lazer, o planetário é uma obra composta por uma infra-estrutura física equipada com aparelho óptico, mecânico e eletrônico que, operado por uma mesa controladora aclopada a computadores, projeta em uma semi-esfera (teto em forma de cúpula) as constelações, os planetas, o Sol, a Lua, os cometas e meteoros. Por meio de um sistema móvel, o planetário reproduz os movimentos celestes, mostrando em questão de minutos as diversas configurações do céu, fenômeno que a natureza oferece em 365 dias – por um ano inteiro.

O planetário pode reproduzir o céu de Jerusalém na noite em que Cristo nasceu, ou ainda o firmamento do dia em que o caboclo Plácido achou a imagem da Virgem de Nazaré em Belém do Pará, uma viagem na máquina do tempo operada por profissionais versados em história e astronomia. Também pode oferecer o espetáculo da aurora boreal, o anoitecer ou entardecer de qualquer parte da Terra e até uma chuva de meteoritos ao som da abertura sonora do filme “2001, Uma Odisséia no Espaço” e de outros grandes mestres da música universal. E tudo isso para o deslumbre dos espectadores, sentados em poltronas confortáveis, num ambiente climatizado e equipado com a mais alta tecnologia.

Mas as atividades do planetário não param apenas no espetáculo visual ilimitado, com o seu poder de reproduzir cientificamente o céu, atende também a inúmeras outras finalidades, inclusive didáticas, culturais, turísticas e de lazer. Do ponto de vista científico e didático, é importante para aprofundar conhecimentos em diversas áreas, como astronomia, astronáutica, matemática, química, física, biologia, geografia, artes, filosofia, mitologia e história do homem, além de outras matérias correlatas à geofísica e geoceleste.

O espaço do Planetário é um importante centro cultural, de atração turística e lazer, proporcionando ao visitante momentos agradáveis e experiências enriquecedoras. Ao mesmo tempo em que ensina e diverte, pois, além das sessões de observação do céu, que duram de 40 minutos até uma hora, serão também realizados cursos, seminários, palestras, exposições e encontros. (Apolonildo Britto - Revista Amazon View – Edição 36)

 
Apolonildo Brito

OUTRAS

Parceiros