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Natureza inspira Santarém para a arte

As paisagens coloridas de Santarém, plenas do azul cristalino das águas do rio Tapajós, emolduradas por alvas praias, com destaque para Alter do Chão, Ponta de Pedras, Aramanaí, Maria José, Arapiuns e tantas outras, são consagradas pela mídia como “as mais lindas do mundo”, fontes de inspiração da bela cerâmica tapajônica, do rico artesanato local, da poética regional e da musicalidade mocoronga.

Pode-se dizer, que Santarém está para os olhos assim como o céu está para as estrelas, a juventude para o amor e o vôo para os pássaros. Assim porfiam as fontes inspiradoras dos santarenos, as belezas das várzeas e das majestosas vitórias-régias dos belos igarapés de águas frescas, muitos deles sombreados pela exuberante floresta do Tapajós, pródiga em espécimes animais e vegetais exóticos. Assim é Santarém, sem tirar nem pôr.

Não é à toa que o município floresce agora para o turismo, porque são tantas suas belezas que saltam aos olhos dos que visitam Santarém e passeiam na arte de seu povo bonito e hospitaleiro.

Na frente da cidade, a transparência do rio Tapajós encontra as águas barrentas do caudaloso Amazonas, sem se misturar, caminhando lado a lado por quilômetros de distância, produzindo um belo espetáculo, flerte que já inspirou músicos e poetas da terra e é lembrado na “Canção de Minha Saudade”, obra musical dos irmãos Wilmar e Wilson Fonseca, este considerado o maior talento da música santarena. O chamado Encontro das Águas é admirado por turistas do mundo inteiro.

As festas populares e a cultura secular de Santarém são outros atrativos que encantam gregos e troianos pela singularidade de detalhes, como o Çairé e o Festival Borari na vila Alter do Chão; os tradicionais Círio e Festa de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade; além dos folguedos juninos e natalinos, nos quais se destacam os “cordões” de pássaros e bichos, tais como o Tucano, o Bem-te-vi, o Boi-bumbá e o Boto, atual atração da Festa do Çairé deste ano.

O Carnaval santareno, a Procissão Fluvial de São Pedro, a Feira do Artesanato, a Exposição Agropecuária, o Festival Folclórico do Colégio Dom Amando, a Festa da Farinha de Mandioca (Arapiuns), os dois Verões da Piracaia, a Festa da Amazônia, o Réveillon em Alter do Chão, o Festival de Música Popular do Médio e Baixo Amazonas e Cantando Para Integrar, também fazem parte do Calendário de Eventos de Santarém e recebem apoio do prefeito Joaquim de Lira Maia, através das Coordenadorias Municipais de Cultura (Hélcio Amaral) e Turismo (Emanoel Júlio), assim como o Boogie de Pára-quedismo, os Campeonatos de Jet Sky e de Canoa a Vela, o Raid Ecológico e a Expedição Tapajós, que são eventos esportivos do Município.

O artesanato é outra atividade santarena bastante admirada, destacando-se as cuias pintadas, arte que consagrou João e Pedro Fona; Bonecos de Pano; vestuário e adornos, com a criatividade de Dica Frazão (trabalhos com técnicas próprias), Laurimar Leal e Renato Sussuarana; cestaria e couro, além de estatuária e pintura, que têm em Laurimar Leal o artista plástico mais completo.

A culinária de Santarém é rica, destacando os petiscos feitos de peixe (que é muito abundante na região), com vários pratos típicos da Amazônia, como pato-no-tucupi, tacacá, maniçoba, piracuí, avium, vatapá e outros, além de deliciosas  frutas regionais (açaí, bacaba, pupunha, piquiá, tucumã e muruci, dentre tantos). Os doces são outros petiscos servidos pelos mocorongos, tão rico em variedade e sabor como são os frutos encontrados na região.

A cultura musical do município é das mais expressivas, dentro do contexto de atrações para os que visitam e moram em Santarém, podendo-se destacar cantores, músicos e grupos musicais como  José Agostinho da Fonseca, Raimundo Fona, Luís Bonifácio Barbosa, os irmãos Isoca e Wilmar Fonseca, Joaquim Toscano, Expedito Sussuarana, Machadinho, Laudelino, Sebastião Tapajós, Maria Lídia, Beto Paixão, Moacir Santos, Djalma Pereira, o Coral de Santarém, Orquestra Sinfônica Municipal Prof. Agostinho Fonseca e Banda Filarmônica Wilson Fonseca, que é resultado do trabalho de formação musical da Escola de Música Maestro Wilson Fonseca, composta por mais de 400 menores, sob o comando do maestro Agostinho da Fonseca Neto (Tinho). (Apolonildo Britto – Revista Amazon View – Edição 17)

 
Apolonildo Brito

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