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Amazon View: 5 anos de divulgando a Amazônia

Com esta edição, atingimos o quinto ano de circulação da Amazon View, jamais fugindo do compromisso de divulgar e promover a Amazônia, que é alvo da cobiça internacional. Para nós a Amazônia é um relicário de beleza natural, riquíssimo em fauna, flora, cultura e gente bem brasileira, que faz da Região um dos símbolos da alma nacional, sendo, portanto, avessa a qualquer tipo de dominação estrangeira ou do capital voraz e desumano.

Assim, nesta edição de aniversário deixamos de lado a auto-avaliação do esforço, dificuldades e prazer de fazer a Revista circular e sem coquetéis e confraternizações rendemos homenagem à Amazônia, nossa fonte de inspiração, daí a denominação Amazon View que embora soe como estrangeirismo na verdade busca dar um corolário todo especial, soft, à esta imensa região que ocupa 57% da área do território nacional.

Além desse aspecto de cunho intrinsicamente unilateral, ainda temos, de sobra, outros motivos para falar da Região. Senão vejamos: a Amazônia possui cerca de 30 milhões de plantas diferentes e 80 milhões de espécies animais; o povo alegre, cortês e exótico é amante da sua secular cultura superior em manifestações ao resto do Brasil e até mesmo a países mais antigos, a exemplo da China e Tailândia.

Nossa Amazônia é a última fronteira ecológica do Planeta Terra e possui a maior bacia hidrográfica. É rica em biodiversidade. Parte de tudo isto mostramos em detalhes agora em nosso aniversário. Como o assunto é extenso, prosseguiremos dissecando a Região nas próximas edições.

Paralelamente ao caldeirão de biodiversidade que é, a Amazônia ressalta-se com um povo de características exóticas pela sua descendência direta da raça indígena miscigenada com o branco colonizador ou aventureiro e o negro escravo ou foragido. Este amálgama de tipos humanos resulta numa explosão de cultura e criatividade artística que impressiona sem comparativos por se tratar de uma região isolada dos grandes centros tidos como civilizados.

A veia artística do amazônida produz a disputa entre os Bois Caprichoso e Garantido, em Parintins (AM), que de tão exuberante é conhecida no mundo todo, atraindo levas de turistas para três dias de performances teatrais na arena do Bumbódromo e toadas eminentemente caboclas.

Na esteira da festa folclórica de Parintins há o Çairé de Santarém (PA), com os Botos Tucuxi e Cor-de-Rosa, o Festival das Tribos de Juruti (PA) e o Festival de Anauá (RR), além de outras manifestações disseminadas praticamente por todas as sedes de Municípios.

A Amazônia dispõe de balneários de frente para o Oceano Atlântico, famosos Brasil a fora, como Salinas e a Praia do Pesqueiro de Soure, na Ilha de Marajó, esta por si só um celeiro de riqueza natural com suas aves, búfalos, mangues e outras diversidades do seu ecossistema.

A Região também possui balneários de água doce famosos, destacando-se as mais de 60 praias de areia branca de Santarém, onde em frente à cidade há o encontro das águas do cristalino rio Tapajós com o barrento e caudaloso Amazonas, rio protagonista do mesmo fenômenio no Estado do Amazonas, onde se encontra com o Rio Negro.

A Amazônia, rica por natureza, é também portentosa em edificações históricas, herança do boom da borracha em fins do século XIX . Teatro da Paz, em Belém do Pará, e Teatro Amazonas, em Manaus, são os mais expressivos monumentos que lembram o fausto da borracha na região.

Diante de tudo isso e muito mais aqui não colocado, é dispensável dizer que a Região Amazônica, apesar de isolada geograficamente, é um ponto do Planeta Terra importantíssimo para o futuro da Humanidade, mas que continue sob domínio brasileiro e principalmente dando aos seus habitantes a prioridade do usufruto das suas riquezas e liberdade para expressar as suas manifestações artísticas e culturais.

A Amazônia, que é um mistério cercado de maravilhas, praticamente a cada dia revela uma novidade, inclusive surpreendendo a comunidade científica que até hoje ainda não conseguiu conhecer perfeitamente, estudar e catalogar todas as espécies animais e vegetais existentes nesta floresta tropical. Nem poderia! De 1990 até um ano atrás foram descobertos ou surgidos, como que por encanto, sete espécies de macacos, duas de aves, alguns roedores e dezenas de peixes e sapos.

Em Manaus, o holandês Marc van Roosmalen informa que no quintal de sua casa tem quatro macacos inéditos à espera de descrição científica. Consta que no oriente da Região existem um coelho, um veado e três roedores ainda desconhecidos, vistos até agora por pequeno número de pessoas. Quanto às espécies vegetais, os mistérios, surpresas e desconhecimentos são os mesmos. Dentro da floresta provavelmente estão entre cinco milhões e 30 milhões de plantas , mas por enquanto só 30 mil estão catalogadas, isto representando 10% das plantas de toda a Terra.

A Região tem também a maior variedade de aves, jacarés, lagartos, primatas, roedores, sapos, insetos e peixes de água doce do mundo. Os números são tão gigantescos que qualquer citadino é incapaz de listar, por exemplo, 20 espécies de peixe. E muito tempo ainda vem até que um dia as plantas e animais da Amazônia sejam totalmente conhecidos. Talvez nunca! Porque a monumental biodiversidade da Região inclui bichos de pequeno porte, a maior parte com hábitos noturnos e a vegetação, também a par de tanta diversidade, tende a aumentar em quantidade de espécies. (Apolonildo Britto – Revista Amazon View -  Edição 40)

 
Apolonildo Brito

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