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Jornalismo | Reportagens

Dom Amando: 60 anos de fé, cultura e cidadania

O Colégio Dom Amando festejou o 60º aniversário de fundação, entre os dias 9 a 14 de março de 2003, cuja proposta maior é agregar o entretenimento ao exercício da vida cristã, com prática social e educação. A celebração do educandário buscou criar atividades lúdicas e educativas envolvendo alunos, professores e principalmente os pais, que são de fundamentais no processo de integração que dá grande importância ao Dom Amando, no Oeste do Pará.

Neste ano, houve blitz, carreata, celebração religiosa, gincana e o encerramento com duas bandas de rock no aniversário do Colégio, merecendo destaque para as gincanas que, como sempre. exercitaram o companheirismo, à organização educacional, além da criatividade, disponibilidade e responsabilidade social dos alunos que tiveram contato com entidades filantrópicas como asilos, albergues e pastorais, agraciando-as com doações de bens adquiridos através das tarefas da competição.

Outro ponto importante da gincana foram o exercício do poder de argumentação e capacidade física do alunado colocado em situações-limite para a sua formação humana. As gincanas também propiciaram um contato direto dos alunos do Colégio Dom Amando com famílias carentes de bairros periféricos de Santarém.

 Para a historiadora Terezinha Amorim, o Dom Amando é o “primeiro grande centro educacional masculino do Oeste do Pará, considerando que já havia desde 1910 um colégio para as meninas, que era o Santa Clara. E, a partir de 1943, por iniciativa de Dom Anselmo Pietrulha, o colégio começa a funcionar e atender a clientela masculina”.

No “Editorial do Meio-Dia em Ponto” de 14 de março de 2003, a 94 FM afirma que a história do Colégio Dom Amando “inicia bem antes de 14 de março de 1943. Começa em 1930, com uma iniciativa do então bispo Dom Anselmo Pietrulla, que, percebendo a carência de assistência à população no campo da saúde, criou o Hospital São José.

Com o auge do ciclo da borracha, o governo americano predispôs-se a fazer um convênio com o município para a construção de um hospital em Santarém. Pretendeu investir no Hospital São José. Dom Anselmo, no entanto, viu um outro horizonte e não cedeu, mantendo o hospital, enquanto que os investimentos americanos fundamentaram o antigo Hospital do Sesp, hoje o Hospital Municipal de Santarém.

Em 1943, o hospital transformou-se em Ginásio Dom Amando, com o aval do Ministério da Educação e Saúde – como se chamava na época – funcionando com o curso ginasial. Com os alunos sendo internos, mantendo os rigores de uma formação voltada para o crescimento intelectual e de personalidade, pilares que ainda são as marcas do educandário sexagenário.

É quando o Dom Amando inicia não apenas uma página na história, mas páginas seqüentes, marcadas pela formação de muitos que hoje são magistrados, médicos, advogados, professores e outros profissionais liberais.

A partir de 1951, o Dom Amando passa a ter a direção da congregação dos Irmãos de Santa Cruz, com religiosos norte-americanos. E em 1961, passa a funcionar com o colegial, hoje o ensino médio. E, em 1967, o colégio abriu as portas também para as meninas, num contexto histórico em que a juventude vivia a febre beatlemania.

Sem desmerecer o mérito dos demais educandários no município, o Colégio Dom Amando é um registro histórico, por fazer uma educação pautada nos princípios da formação da personalidade, na valorização da cultura regional, na preparação de cidadãos que deverão construir uma história social mais ética e mais solidária”. (Apolonildo Britto - Revista Amazon View – Edição 45)

 
Apolonildo Brito

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