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Matérias Temáticas | Ecologia

Proteção ambiental ganha força em Roraima

Roraima é um dos Estados brasileiros que mais abriga unidades federais de conservação da natureza. Dos seus 225.116 quilômetros quadrados do territórios estadual, 11.624,4 são ocupados por seis áreas de proteção integral, administradas pelo Ibama. Além delas, há ainda uma área de uso sustentável com 1.410 km e duas outras em vias de decretação, que somarão mais 4.427 km, que representarão 7,8%, ou 17.461,5 km da superfície total do Estado.

 

 

As áreas de proteção integral sob a responsabilidade do Ibama, envolvem três parques nacionais (Monte Roraima, Viruá e Serra da Mocidade) e três estações ecológicas (Maracá, Niquiá e Caracaraí).

Segundo a legislação, os parques nacionais destinam-se a preservação integral de áreas naturais com características de grande relevância sob os aspectos ecológico, beleza cênica, científico, cultural, educativo e recreativo, sendo vedadas as modificações ambientais e a interferência humana direta. Comportam a visitacao pública com fins recreativos e educacionais, regulamentada pelo Plano de Manejo da Unidade.

Criado em 1989, pelo Decreto 97.887, o Parque Nacional do Monte Roraima é uma unidade emblemática do Estado. Em seus 116.000 hectares está localizado o intencionalmente conhecido Monte Roraima, um platô com mais de 2.800 metros de altitude e quase 30 quilômetros quadrados de uma superfície “lunar” que abriga espécies de flora e fauna endêmicas, algumas ainda por serem identificadas pela Ciência. Em seu cume, o Marechal

Rondon implantou, em 1931, o marco da tríplice fronteira com a Venezuela e a Republica Cooperativista da Guiana. Outro aspecto importante do Parque é que lá se encontra o ponto mais setentrional do Brasil, localizado a 1.456 metros de altitude no platô do Caburaí, a nascente do rio Uaila. a 5° 16’ 19,6" de latitude Norte e 60° 12` 43,3" de longitude Oeste.

O parque Nacional do Viruá herda seu nome do igarapé que o divide ao meio, no sentido Norte Sul. Seus 227.011 hectares abrigam da mata densa de terra firme à campinaranas alagadas na estação chuvosa (de abril a setembro, em Roraima). Foi criado pelo Decreto s/n, de 29 de abril de 1998, por forca de convenção intencional, da qual o Brasil e signatário, que prevê a destinação de 10% dos ecossistemas existentes para Unidades de Conservação. Já conta com alguma infraestrutura, embora ainda não esteja recebendo visitantes, apenas pesquisadores autorizados.

O Parque Nacional Serra da Mocidade, como o Viruá, foi criado por determinação de acordos intencionais na mesma data e pelo mesmo Decreto. Abrange 350.960 hectares, na maior parte terras baixas e planas com matas, campinaranas e campinas. No extremo norte da Unidade, ergue-se o maciço da Serra da Mocidade, atingindo 1.800 metros de altitude, com picos rochosos, despidos de vegetação.

De acordo com a legislação, as Estações Ecológicas destinam-se a preservação integral da fauna, flora e demais atributos naturais existentes em seus limites e à realização de pesquisas cientificas, que devem ser autorizadas pelo Ibama, estando sujeitas as normas por este estabelecidas. A visitação publica só é admitida com objetivos educacionais, sendo necessária autorização prévia.

A primeira Estação Ecológica do Pais é a da ilha de Maracá, em Roraima, criada em dois de junho de 1981, pelo Decreto 86.061. Maracá é a terceira maior ilha fluvial do planeta. São 101.312 hectares que envolvem dezenas de ilhas e ilhotas no curso do rio Urariquera, um dos formadores do Rio Branco, É acessível por via terrestre, ate a balsa de transposição, tendo excelente infraestrutura para acomodação de visitantes e pesquisadores.

A Estação Ecológica de Caracaraí (na língua indígena: “pequeno gavião”) tem 80.560 hectares junto cidade de mesmo nome, na região central do Estado. Foi criada em 31 de maio de 1982, pelo Decreto 87.222, para preservar-se bancos genéticos de flora e fauna, além dos recursos hídricos. Sua cobertura vegetal compõe-se, principalmente, de matas de terra firme. A Unidade tem acesso via terrestre e infraestrutura de apoio na vizinha cidade de Caracaraí.

A Estação Ecológica de Niquiá deve seu nome ao igarapé Niquiá, que a contorna a Oeste. Foi criada em três de junho de 1985, pelo Decreto 91.306. Seus 286.600 hectares de florestas, campinas e campinaranas são contíguos ao sul da Esec de Caracaraí, da qual são separados pelo rio Ajarani. Só pode ser acessada por água e ainda não existe infraestrutura na Unidade.

Criada em 1° de marco de 1989, pelo Decreto 97.545, a atual Floresta Nacional de Roraima é remanescente de mais de 2.600.000 hectares que foram sobrepostos pela Área Indígena Ianomami, em 1993. Sobraram 141.000 hectares nas margens do rio Mucajaí, próximos à ilha de Maracá, dos quais,

42.000 hectares também foram sobrepostos por projetos de assentamento do Incra. Ha duas outras florestas a serem criadas brevemente: Anauá (260.190 ha) e Jauaperi (182.517 ha), que deverão contemplar extensas áreas de floresta ainda praticamente intocadas no sul do Estado. As florestas nacionais objetivam o uso sustentado e controlado de todas as riquezas naturais nela contidas. (Apolonildo Britto – Revista Amazon View – Edição 58)

 
Apolonildo Brito

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