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Jornalismo | Reportagens

Justiça leva benefícios ao Oeste do Pará

Em recente visita aos Municípios de Santarém, Oriximiná e Terra Santa, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), desembargador José Alberto Soares Maia, deliberou sobre medidas importantes para o setor judiciário do Oeste paraense, uma região tão rica e, ao mesmo tempo, cheia de problemas, dentre os quais a necessidade da presença mais efetiva do Poder Judiciário.

Em Santarém, o presidente do TJPA ouviu os magistrados da Comarca e, dentre outras medidas, determinou o início imediato das reformas no prédio do Fórum. A execução do projeto será efetivada de forma direta, através da Coordenadoria de Engenharia e Manutenção do Tribunal, com recursos já alocados pela Secretaria da Administração do TJPA, cuja necessidade urgente foi observada in loco pelo seu titular.

Depois de Santarém, a bordo de uma embarcação da região, singrando majestosos rios, a comitiva do TJPA,  composta pelos desembargadores Maia (presidente), Climeniè Pontes (vice-presidente), desembargador Felício Pontes, Carlos Gonçalves e Sônia Parente, além de Márcio Maia (secretário de administração do TJPA), Reinaldo Auad (diretor de patrimônio e serviços), Haroldo Pontes (engenheiro) e major PM Costa Júnior (ajudante de ordens do presidente), dirigiu-se a Oriximiná.

A Princesa do Trombetas, como é conhecida Oriximiná, concentra uma das mais importantes reservas biológicas do planeta, além de possuir imensa mina de bauxita, explorada pela Mineração Rio do Norte. No trapiche da cidade, o prefeito em exercício, Argemiro Picanço Diniz, deu boas-vindas à delegação judiciária.

Após visitar a Prefeitura local, o presidente do TJPA e acompanhantes ouviram as reivindicações da juíza da comarca de Oriximiná, Rosa Navegantes, que relatou as suas atividades na região, apontando algumas necessidades para o pleno funcionamento do Fórum. A magistrada também pediu atenção especial para a comarca de Faro, cujas dificuldades “serão devidamente enfrentadas, em que pese a carência de recursos, para que a população tenha um melhor atendimento por parte do Judiciário”, garantiu o presidente, em entrevista à emissoras de rádio locais.

Do encanto do Trombetas e das belezas e potencialidades de Oriximiná, a delegação partiu para Terra Santa, cidade de lendas e crendices, debruçada sobre o lago Algodoal. Na chegada,  estampidos de fogos de artifício, num simpático estilo do prefeito Carlos Bentes, que, exultante com a presença dos ilustres visitantes, recepcionou a comitiva judiciária acompanhado do seu staff .

No local reservado à construção do fórum de Terra Santa, a comunidade pôde aplaudir o lançamento da pedra fundamental, atitude que simbolizou o primeiro passo para se erigir o templo da comarca terrasantense.

A Câmara Municipal de Terra Santa reservou o festejado dia para uma sessão solene, comemorando o evento. Na oportunidade, seu presidente, vereador Raimundo Henrique de Souza Filho, procedeu a entrega dos títulos de cidadão terrasantense concedidos aos desembargadores José Maia, Climeniè Pontes, Felício Pontes, Carlos Gonçalves, Sônia Parente, ao deputado estadual André Dias, procurador de justiça Jorge de Mendonça Rocha, juíza Rosa Navegantes e ao procurador municipal Sávio Miléo.

Durante a sessão da Câmara, várias autoridades se manifestaram sobre a importância do evento, mas foi o discurso do desembargador Felício Pontes, designado pela presidência do TJPA, que ganhou notoriedade naquela manhã. O magistrado bradava civismo, gesticulava com energia e emocionava a platéia. Felício Pontes, com estilo eloqüente, afirmou que “Terra Santa não é o penúltimo município do Pará, como muitos a consideram e sim a segunda cidade de lá para cá”. A cada ano “a cidade vem sofrendo modificações em sua estrutura de lugarejo pacato, mas que não chegam a tirar o encanto da terra santa que tem no nome”, assegurou o desembargador.

Prosseguindo, Sua Excelência manifestou-se indignada com a forma  sensacionalista pela qual a imprensa vem tratando os problemas enfrentados pela Justiça brasileira. Reconhece a necessidade de mudanças, mas não acolhe “a pecha de omissão que muitos querem atribuir-nos”, concluiu, afirmando: “o lançamento da pedra fundamental da construção do fórum de Terra Santa é, por exemplo, mais uma resposta da contribuição do Poder Judiciário ao processo de cidadania, objetivo maior da democracia, sem o qual isto aqui vira um caos”. (Apolonildo Britto – Revista Amazon View – Edição 27)

 
Apolonildo Brito

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