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Pesca esportiva, um filão inexplorado em Altamira

Potencial de pesca esportiva no município paraense de Altamira começa a ser descoberto por amantes desta nobre atividade turística. Todo o rio Xingu e seus afluentes, de águas claras, são notoriamente piscosos, principalmente o rio Iriri, localizado ao sul da cidade, fato bem conhecido da população local, que dele tira o alimento de subsistência desde a fundação do núcleo urbano.

A captura do abundante pescado no Xingu também tem gerado desportistas entre os que residem na sede do município, que aproveitam os fins de semana para agradáveis passeios fluviais nas águas azul-cristalinas do belo rio que banha Altamira e, naturalmente, para uma boa e emocionante pescaria, razões pelas quais o uso de pequenas embarcações motorizadas é bastante cultivado. O Xingu Praia Clube, um dos mais bonitos do interior do Pará, possui boxes e doca para os aficcionados do esporte náutico, além de outros atrativos que o tornam o point preferido da classe A altamirense.

Apesar da omissão das administrações estadual e municipal quanto a essa realidade, a notícia do potencial piscoso da região do Xingu chegou aos ouvidos dos profissionais da pesca esportiva e atraiu, recentemente, um grupo de 18 pescadores de renome nacional, liderado por Fernando Lopes de Oliveira (Diário do Pescador) e pelo famoso Rubens de Almeida Prado, o Rubinho (ex-Pesca & Companhia) e Ian Arthur de Sulock (revista Troféu Pesca). A expedição pioneira começou com uma palestra sobre o assunto, proferida por Rubinho, no Xingu Praia Clube, e que contou com a participação de cerca de 300 pessoas, seguida de grande jantar oferecido na entidade.

Na manhã seguinte, a comitiva seguiu rumo ao rio Iriri em nove voadeiras, percorrendo o rio Xingu durante quatro horas e meia, nas quais as belezas naturais do formoso afluente do Amazonas puderam ser contempladas até a chegada. Acampamento pronto, o Iriri parecia estar esperando pelos ilustres visitantes – as águas estavam na altura certa e os cardumes vicejavam à flor do rio. Convite irresistível à pesca! “Parece que até o Iriri estava esperando o nosso grupo”, diz  o Fernando Lopes.

As voadeiras ganharam o afluente do Xingu e a pesca começou. Os peixes foram sendo fisgados, em grande quantidade, e soltos em seguida, para o delírio dos verdadeiros amantes da pesca esportiva. Pelo menos 16 espécies foram capturadas num único rio, dentre tucunarés, cachorras, bicudas, trairões, surubins e pirararas, a Nirvana que o pescador pode imaginar. Foram quase duas toneladas de pescado num único dia. Todos estavam extasiados com o que viram e fizeram.

À noite, no acampamento, ninguém reclamou cansaço ou arrependimento. A satisfação era uma só, tão grande quanto a expectativa da aventura do dia seguinte. Um som de viola acompanhou as “estórias de pescador” contadas pelo grupo, cujo peixe maior fugiu do anzol e o melhor cardume ainda estava por vir. O mistério das sombras da selva amazônica trouxe as lendas, mitos e assombrações contadas pelos nativos para temperar a magia do lugar, ingredientes essenciais à aventura.

Outro dia, o último. Nova jornada e mais sucesso na pescaria. Estava confirmado:  “Maravilhoso, místico e muito piscoso, é como se pode classificar os rios Xingu e Iriri:  – a oitava maravilha do mundo, ou a primeira da pesca esportiva”, diz Fernando Lopes, sintetizando o pensamento do grupo que participou da aventura em companhia do prefeito municipal de Altamira, Claudomoro Gomes da Silva, e do presidente da Paratur, Adenaeur Góes. (Apolonildo Britto – Revista Amazon View – Edição 27)

 
Apolonildo Brito

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