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Jornalismo | Reportagens

Suzana Gonçalves: entre a fantasia e o amor real

Por causa de um grande amor, como muitas vezes encenado nas telinhas de televisão, a atriz Suzana Gonçalves largou o estrelato no auge da carreira, o aconchego da família e o conforto das grandes metrópoles brasileiras, para embrenhar-se nas matas de Rondônia, onde reside há quase 30 anos. Neste período, vivenciou as aventuras e desventuras que a Amazônia guarda para os que ousam desbravá-la.

Foi agricultora, pecuarista, garimpeira, comerciante e, acima de tudo, mãe e esposa apaixonada por aquele que a trouxe para a região – Paulo. Hoje,  dedica-se ao ecoturismo, possuindo uma pousada à margem do rio Jamari, próximo a Porto Velho, com restaurante, marina e chalés para hospedagem. 

Suzana Gonçalves, que é a irmã caçula da famosa atriz global Suzana Vieira, fez grande sucesso na década de 70, inaugurando, na TV Globo, o ciclo das novelas para jovens e adolescentes, com Minha Doce Namorada e Meu Primeiro Amor, na qual interpretou Gabi, a mais famosa personagem da época. Outras grandes atrações foram nas novelas Cavalo de Aço (com Tarciso Meira), Super Manoela (contracenando com Marília Pera) e outras que, na época, fizeram sucesso, além de  Ídolo de Pedra (ao lado de Toni Ramos e Dênis Carvalho), esta já na TV Tupi, emissora que largou para abraçar Rondônia.

Depois de um hiato de vários anos, em 95 Suzana começou a dividir o tempo entre o seu projeto em Rondônia e a telinha da Rede Globo, coadjuvando Hilda Furacão e fazendo outros papéis. Os nomes artísticos das duas Suzanas tem um quê de curiosidade. Ao ingressar no mundo televisivo, Sônia Maria Vieira Gonçalves, em homenagem à mana caçula, resolveu grafar Suzana como prenome e Vieira no sobrenome. Nascia, assim, a estrela Suzana Vieira.

Indo depois para a televisão, a caçulinha manteve o prenome Suzana de batismo e o sobrenome familiar Gonçalves, para homenagear a irmã  famosa e ao mesmo tempo completar no cast artístico a identidade da família Vieira Gonçalves.

Agradecendo a Deus por ter tido a experiência de conhecer Rondônia, Suzana revela que não sofreu trauma ao se despojar da glória, fama e sucesso que a televisão proporciona, para trabalhar na vida real num local distante dos centros de badalação.

É adepta do desenvolvimento auto-sustentável, o que diz ser um conceito mais fácil de injetar nas consciências do que a filosofia da época do governo militar, que era progredir sem levar em conta o homem e a natureza. “Temos a  obrigação de colocar o meio ambiente no currículo escolar, como disciplina, porque as crianças e os jovens têm que ser preparados para esta realidade”, diz uma Suzana Gonçalves política que em 1994 concorreu para deputada federal e que, agora, no ano 2000 disputará a Prefeitura de Jamari, município em que atualmente vive.  (Apolonildo Britto – Revista Amazon View – Edição 27)

 
Apolonildo Brito

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