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Igrejas e Museu guardam a história de Belém

Os segredos guardados pelas antigas igrejas de Belém estão ligados ao período colonial. Fatos marcantes dos primeiros anos da conquista das terras paraenses e estão em cada detalhe das linhas do acervo arquitetônico da cidade, grande parte imortalizado pelo italiano Antonio José Landi. São monumentos revestidos de pedaços da História e que carregam arte e fé cristã.

Os segredos guardados pelas antigas igrejas de Belém estão ligados ao período colonial. Fatos marcantes dos primeiros anos da conquista do país lusitano nas terras paraenses estão guardados em cada detalhe de suas linhas arquitetônicas, em grande parte com a assinatura do arquiteto que se imortalizou em obras de vulto no Pará, o italiano Antonio José Landi. São monumentos revestidos de pedaços da História e que carregam a ajuda do povo cristão, valor muito maior do que a prata e o ouro empregados em cada detalhe de suas construções.

Esse acervo histórico, contudo, não está apenas expresso na arquitetura de igrejas e monumentos legados por nossos antepassados, mas também nas obras de artes plásticas, inclusive aquelas que manifestam a fé dos que colonizaram Belém. O acervo também possui imprescindível valor histórico para melhor compreendermos as origens e o contexto social das primeiras povoações.

Coube ao ex-governador Almir Gabriel, sob a iluminação do arquiteto e secretário de Cultura Paulo Chaves, restaurar prédios e praças que compõem o Complexo Feliz Lusitânia e resgatar boa parte da preciosa arte sacra paraense que se encontrava dispersa ou desprotegida, para abrigá-la no Museu de Arte Sacra, o primeiro no gênero em toda a região amazônica. O museu funciona no conjunto formado pela Igreja de Santo Alexandre e o Palácio Episcopal, no bairro da Cidade Velha, núcleo que deu origem à cidade.

Com rico acervo de mais de 300 peças de arte sacra, considerado dos mais importantes do país, o Museu de Arte Sacra possui espaços específicos para exposição permanente, a Galeria Fidanza e outras dependências, onde encontram-se diversos produtos culturais da região.

Eis algumas das igrejas históricas de Belém:

Igreja de Nossa Senhora do Carmo –  Fundada em 1626, num terreno doado pelo capitão-mor Bento Maciel Parente. Sessenta anos decorridos, o convento e a igreja estavam em ruínas. Em 1696, foi derrubado o primitivo edifício e levantado outro no mesmo lugar.

Em 1708, foi construída nova igreja - terceiro e atual templo. Nela, havia duas naves: a principal e a do cruzeiro, sendo o altar-mor o mesmo da igreja desmoronada e reconstruída em 1766, trabalhado em prata e lavrado em Portugal, de onde vieram, também, as pedras de lioz.

No convento esteve instalado o Conselho Geral da Província e a Assembléia Legislativa provincial ali teve sua primeira sede. No Carmo funcionou, por longos anos, o Colégio Paraense, um dos internatos tradicionais da cidade. Ali também esteve o Asilo das Órfãs Desvalidas. Serviu, igualmente, de Hospital Militar e Seminário Menor.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos –  Construída em 1682 e considerada uma jóia da arquitetura, com influência árabe, a Igreja do Rosário conserva as janelas primitivas, feitas de urupema. Está localizada na travessa Padre Prudêncio, no bairro da Campina. Foi concluída em 1848.

Igreja de São João Batista – A Igreja de São João Batista, a mais antiga de Belém, foi erguida em 1622. Em 1777, inaugurava-se a nova igreja, com planta de Antonio Landi.

Basílica de Nazaré – O título de Basílica foi conferido em 19 de junho de 1923 e sua inauguração ocorreu em 30 de outubro de 1941. Ali se encontra a imagem da Virgem de Nazaré, achada pelo Plácido, no altar-mor.

Passagens da vida de Nossa Senhora de Nazaré podem ser vistas em uma coleção de 23 mosaicos redondos, que dão a volta em toda a igreja. Outros dez vitrais no transepto contam a história do Círio.

Em 1992, o Patrimônio Histórico Cultural tombou a Basílica, considerada monumento histórico e religioso.     

Igreja das Mercês – A Igreja das Mercês teve sua construção iniciada em 1640, sendo con-cluída em 1748. A edifi-cação atual, construída sob projeto do arquiteto italiano Antonio Landi, na segunda metade do Século XVIII, é a única, em Belém, com fronteira em perfil convexo.

Igreja da Sé – Catedral Metropolitana  – Em 1716, no interior do Forte do Castelo, foi construída uma capela dedicada à Nossa Senhora da Graça que, anos depois, ficaria em ruínas. Somente em 1748 foi iniciada a construção do atual templo, hoje com telas, afrescos e painéis de grande valor. Fica na praça Frei Caetano Brandão, Cidade Velha.

Igreja de Sant’Ana – Construção  iniciada em 1761 e concluída em 1855, a Igreja de Sant´Ana se destaca por conter os quadros do famoso pintor Pedro Alexandrino Carvalho e a imagem de São Pedro, em bronze. As linhas arquitetônicas são de responsabilidade do arquiteto Antonio José Landi.

Igreja de Santo Alexandre – A primeira versão desta obra jesuítica foi concluída em 1743, dedicada a São Francisco Xavier. No século XVIII foi reconstruída em quase sua totalidade. Com a expulsão dos jesuítas, o templo chamou-se Igreja de Santo Alexandre.

Igreja de Santo Antonio – Iniciada em 1626,  com a construção de convento e igreja, onde ainda hoje permanece. Concluída em 1743, a Igreja foi um hospício, dando começo ao povoado do Una, na primitiva Belém. (Apolonildo Britto – Revista Amazon View – Edição 69)

 
Apolonildo Brito

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