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O Estado do Amapá avança para o turismo ecológico

Com rica diversidade de cenários e ambientes naturais, o Estado do Amapá está avançado na execução de projetos que o colocarão no próximo milênio na condição de um dos expoentes do ecoturismo na Amazônia. Mas quer ir além: planeja também incrementar o turismo científico, atraindo grupos interessados em conhecer experiências sócio-ambientais inovadoras, participar de expedições nas florestas tropicais e sediar eventos internacionais.

A vocação para o ecoturismo é nata do Amapá, que tem apenas dois por cento de sua cobertura vegetal devastada (menor do Brasil) e possui vários ecossistemas diferenciados que sintetizam a região amazônica, como exuberantes florestas, cerrados, rios, lagos, costa atlântica, várzeas, planícies e montanhas.

As reservas de suas cinco etnias indígenas são as únicas do país totalmente demarcadas, cabendo ao Estado também a existência de várias áreas de preservação, a exemplo da APA do Curiaú, habitada por negros descendentes de quilombo que ali existiu e do qual foram herdadas tradições como o marabaixo, o batuque e a festa de São Joaquim, hoje incorporadas ao folclore local.

O Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá, implementado a partir de 1995, no início da primeira administração do governador João Alberto Rodrigues Capiberibe, é a viga-mestra do que já foi executado e é planejado para o desenvolvimento do turismo ecológico-cultural, ponto prioritário das aspirações do Estado em relação ao setor, que é a indústria que mais cresce no mundo.

O governo já identificou os principais roteiros turísticos do Amapá, entre os quais se incluem o fenômeno da pororoca na embocadura do rio Araguari, a bucólica Serra do Navio, região dos lagos, histórica fortaleza de São José de Macapá, praia do Goiabal, pesca esportiva nas regiões do Cassiporé e Calçoene e a situação do Estado ser cortado pela Linha do Equador, o que dá ao turista a oportunidade de ficar ao mesmo tempo com um pé no Hemisfério Sul e outro no Hemisfério Norte. A localização do Estado também propicia a observação do equinócio, fenômeno em que o Sol fica simetricamente perpendicular à Linha do Equador.

Paralelamente à identificação dos roteiros turísticos, o governo tomou e toma algumas providências de suma importância para a recepção da demanda de visitantes. A fortaleza de São José de Macapá foi restaurada e transformada em área de lazer e turismo; o Sambó-dromo foi construído não apenas para desfiles carna-valescos, mas também para realização de outros impor-tantes eventos; o Centro de Cultura Negra, fundado no ano passado, abriga variado acervo de referências da cultura da raça, que tem importante influência no Amapá, em convivência e em número; o trapiche Eliezer Levy, originalmente construído em madeira, passou a ser moderno logradouro em alvenaria com resturante, lojas de artesanato e um bondinho para passeio à brisa que sopra do caudaloso rio Amazonas.

Além disso, a frente da capital do Estado, Macapá, na administração do ex-prefeito João Bosco Papaléo Paes adquiriu bonita feição com a construção do Complexo Beira-Rio, ampla área a céu aberto composta de simpáticos quiosques, guaritas para venda de sorvetes, praça Abdallah Hout, estacionamentos para veículos, quadras póli-esportivas e parque infantil, tudo de frente para o Amazonas e formando com os vizinhos trapiche e fortaleza um quadro que é verdadeiro cartão postal, ainda possuindo a Casa do Artesão, local de comercialização do rico artesanato amapaense, destacando-se belas peças concebidas com resíduos de manganês.

A Prefeitura Municipal de Macapá constrói o Complexo do Araxá, projetado para ser uma das mais modernas áreas de lazer do Norte do país. Para entrar no ano 2000 em condições de competitividade com outros Estados da Amazônia, em termos de turismo, o governo do Amapá conta com recursos próprios e verbas provenientes da União e das iniciativas privadas nacional e internacional. Espera, também, que o governo federal pavimente a BR-156, rodovia que liga a capital ao Oiapoque, para que seja criado de vez o corredor de interligação do Estado com o Caribe, através da ponte sobre o rio Oiapoque, a ser construída pelo governo francês, e a rodovia Transguianense.

Com isso e com as medidas que estão sendo tomadas para incrementar o turismo receptivo, o Amapá entrará no próximo milênio de portas abertas para receber e agradar aqueles que vierem desfrutar de suas belezas naturais e culturais. (Apolonildo Britto – Revista Amazon View – Edição 25)

 
Apolonildo Brito

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