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Belém, a cidade de todas as praças

Belém do Pará é famosa por reunir 218 praças, ricas em espécies da fauna e flora amazônicas e requintes importados da Europa, cuja maioria é contemplada com acurados projetos paisagísticos e algumas de existência secular. Nelas ficaram as marcas de administradores e arquitetos que legaram belas obras que deram a Belém o epíteto de “cidade das praças”, além de “cidade das mangueiras”.

Belém, a capital paraense, é famosa por reunir em suas mais de duzentas praças espécies das ricas fauna e flora amazônicas e requintes importados da Europa. São 218 praças que a cidade possui, a maioria contemplada com acurados projetos paisagísticos e algumas de existência secular. Destacam-se as praças Batista Campos, Lauro Sodré, Praça da República, Princesa Isabel, do Carmo, Amazonas, do Relógio, Dom Pedro II, da Bandeira e Praça do Pescador.

Nelas, ficaram as marcas de administradores e arquitetos que legaram à posteridade belas obras que deram a Belém o epíteto de “cidade das praças”, além de “cidade das mangueiras”.

Mas é mesmo nas inúmeras praças que a capital do Pará se destaca entre as outras cidades brasileiras, pois mescla o estilo neoclássico ao da belle époque e o moderno, com coretos, chafarizes e estatuária importados de países como França, Itália e Inglaterra, a exemplo das praças Batista Campos e República. A genialidade de vários arquitetos, entre eles Antônio Landi e outros contratados pelo prefeito Antônio Lemos, está presente e dá as características especiais que muitas das praças belemenses possuem.

Praça da República -  No coração de Belém, a Praça da República, uma das mais bonitas da cidade, abriga monumentos históricos como o Teatro da Paz, Bar do Parque, Teatro Experimental Waldemar Henrique e Núcleo de Artes da Universidade Federal do Pará (UFPA). O logradouro também é dotado de calçamentos, coretos, banheiros, chafarizes, monumentos, passeios, jardins, esculturas e posto da Guarda Municipal. A implantação da Praça da República acompanhou a evolução da cidade. Ainda no período colonial, ela aparecia não como equipamento urbano, mas sim uma clareira na mata, distanciada do primeiro núcleo urbano e limitada por um cemitério destinado a escravos e pessoas sem recursos. O primeiro aniversário da Praça da República foi comemorado em 15 de novembro de 1889, com a concepção de um monumento representativo na então praça Dom Pedro II, nome anterior do logradouro.

Praça Batista Campos – A praça é um dos cartões postais de Belém e uma das mais visitadas. Recebeu o nome em 1897. Batista Campos foi um sacerdote pregador da liberdade na Amazônia. Dono do jornal “O Paraense”, foi preso várias vezes por seus artigos polêmicos. O logradouro foi redesenhado e reconstruído em 1901. A bela praça é localizada no centro da cidade, entre a Travessa Padre Eutíquio, avenida Serzedelo Corrêa e as ruas Mundurucus e Tamoios. Todo arborizado com frondosas mangueiras, bambus e plantas exóticas, ajardinado, contendo coretos, chafariz, lagos artificiais, ilhas, pontes, playground, banquinhos, caramanchões e até uma torre estilo medieval, o antigo Largo de Salvaterra, depois Largo de Sergipe, ganhou, através dos tempos, beleza arquitetônica e o nome de um dos maiores heróis da Cabanagem: Batista Campos.

Após longo período de esquecimento, foi reformada em 1986. Hoje o logradouro encontra-se conservado com a revitalização das suas pontes e brinquedos ocorrida em 2003.

Praça Waldemar Henrique – A praça Waldemar Henrique caracteriza-se como logradouro público temático, enfocando o universo musical em seu aparato material e em seu aspecto abstrato. Antes foi chamada de praça Kennedy e nela, em 1953, foi realizado o IV Congresso Eucarístico Nacional com a presença de todos os bispos e arcebispos do Brasil. Este evento de grande manifestação de fé católica ficou consagrado na história da religiosidade da cultura paraense, como hoje é retratado numa placa existente no local. Ainda hoje a praça Waldemar Henrique é um espaço de congregação dos paraenses, seja por motivo religioso, por ocasião do Círio de Nazaré, com emocionante espetáculo de queima de fogos na transladação, seja como palco da cultura popular, proporcionando apresentações de músicas e danças típicas regionais no período junino.

Praça Milton Trindade – A praça Milton Trindade nasceu com a reforma do Horto Municipal, em julho de 1992. Antes, o espaço remontava ao século XVII. É um ponto de referência da cultura e flora amazônicas, funcionando diariamente com atividades diversificadas voltadas ao público local e visitantes. O Horto Municipal Milton Trindade também abriga a praça Sala Verde/Jardim da Palavra, um espaço dedicado à leitura. Além das árvores e da tranqüilidade, quem visita o horto pode escolher um bom livro entre os mais de quinhentos títulos disponíveis no chalé da praça, onde se pode encontrar assuntos diversos, da literatura infantil à literatura paraense, passando por temas de interesse geral da literatura brasileira e educação ambiental, com orientação de dois bibliotecários. A Sala Verde surgiu com a perspectiva de se tornar ponto de referência em educação ambiental, oferecendo à população um espaço de cultura e lazer, valorizando os espaços históricos da cidade e incentivando a construção de uma consciência ambiental responsável.

Praça Dalcídio Jurandir – Conhecida como praça do forno crematório, a praça Dalcídio Jurandir foi construída no ano 2000. Na época, a Usina de Cremação de Lixo, vinda de 1901, encontrava-se em precário estado de conservação. A construção da praça revitalizou o espaço, priorizando o desenvolvimento de atividades culturais.

Praça Justo Chermont – A praça Justo Chermont fica em frente à Basílica de Nazaré e nela foi erigido o Memorial do Centro Arquitetônico de Nazaré (CAN). A atual Basílica teve a sua construção iniciada em 1908. O templo aplica o estilo romano, todo em mármore, seguindo o modelo da Igreja de São Paulo Extra na Itália. Contém duas torres laterais, possuindo carrilhões afunilados pela escala cromática, o que possibilita nas grandes datas a execução de hinos religiosos.

Praça Dom Frei Caetano Brandão – A praça Caetano Brandão localiza-se em frente à Igreja da Sé ou Catedral de Belém, uma das mais belas igrejas do Brasil, destacando-se, nela, imponente arquitetura e artes religiosas.   

Praça do Carmo – Na Cidade Velha, a Praça do Carmo como que vigia a Igreja do Carmo, obra produto de projeto do arquiteto italiano Antonio Landi. Durante a Cabanagem, a igreja serviu de refúgio para os legalistas. Ainda hoje pode-se  notar manchas de sangue na parede em frente ao átrio do templo, em] decorrência de refregas entre cabanos e legalistas. (Apolonildo Britto – Revista Amazon View – Edição 67)

 
Apolonildo Brito

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