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Tamanduá, um bicho muito diferente

Nenhum animal pode ser confundido com um tamanduá, que tem bico fino e comprido, corpo peludo e magro, cujo rabo parece um espanador de pó e as patas dianteiras com quatro grandes garras, que fazem dele um bicho muito diferente. Também é conhecido por papa-formiga, um mamífero que vive nas florestas e savanas da América Central e do Sul.

Nenhum animal deste mundo pode ser confundido com um tamanduá, que tem bico fino e comprido, corpo peludo e magro, cujo rabo parece um espanador de pó, que fazem dele um bicho muito diferente. Possui cabeça, pernas e parte anterior do dorso de coloração amarelada, com o restante do corpo preto, formando uma espécie de colete, com cauda longa e preênsil, além de patas dianteiras com quatro grandes garras.

O tamanduá, que também é conhecido por papa-formiga, é um mamífero quadrúpede que vive nas florestas e savanas da América Central e do Sul, desde Belize a Argentina, sendo muito comum no Brasil, principalmente em áreas de cerrado ou lavrado. Ele também é conhecido pelos nomes de tamanduá-açu, tamanduá-grande, tamanduá-cavalo, jurumim, tamanduá-mirim (tamanduá-de-colete), etc.. É ainda chamado por Tapi, cuja origem provem do latim (Totalis) e do romeno (Historispi).

Dentre todas as espécies de tamanduá do Brasil existe uma que está em extinção: o Myrmecophaga tridactyla ou tamanduá-bandeira, cuja fêmea tem um filho por vez, quase sempre na primavera. O filhote, por ser muito pequeno e frágil, é carregado nas costas da mãe até cerca de um ano de idade, quando se fortalece e vira exterminador de formigas e cupins, podendo sobreviver por 25 anos.

Eles são banguelas, não têm nenhum dente na boca comprida e fina e se alimentam principalmente de larvas, formigas e cupins (térmitas), estes últimos retirados dos cupinzeiros com a longa língua do animal, que chega a ter 60 centímetros de comprimento, alojada dentro de um focinho também afunilado. Para desfazer os cupinzeiros, os tamanduás têm garras fortes e curvas nas patas dianteiras. Um tamanduá-bandeira adulto pode atingir 40 quilos e um comprimento de dois metros, incluindo a cauda, que pode chegar a metade deste tamanho.

O tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) é um xenartro da família dos mirmecofagídeos, sendo encontrado da Venezuela ao sul do Brasil. Tem hábitos preferencialmente noturnos, mas também costuma sair em busca de alimento durante o crepúsculo. Esta espécie encontra-se ameaçada pela ação predatória dos homens, pela redução das florestas e pelas queimadas, que eliminam sua fonte de alimento. Também são eliminados por atropelamentos em rodovias que cruzam seu habitat natural, e por ataques de cães domésticos. Este estranho desdentado da classe Mammalia, ordem Xenarthra, família Myrmecophagidae, vive no chão, mas sobe bem em árvores e é capaz de nadar. Ele come cerca de 30 mil insetos por dia, caça nos campos e florestas, mas sai à noite quando vive próximo das cidades.

É cauteloso, pacífico e solitário, sendo raramente visto em pares, exceto durante a amamentação ou no acasalamento. São animais não-territoriais, mas costumam vagar por uma área de aproximadamente nove mil hectares. Seu olfato é 40 vezes mais eficiente do que o do homem, o que compensa sua visão deficiente. Possui garras longas e poderosas, que o impedem de caminhar com os dedos voltados para frente, razão pela qual anda sobre os pulsos, com os dedos para dentro. Suas garras são potentes armas de defesa contra os predadores e sua força deu até origem à conhecida expressão popular “abraço de tamanduá”, que tem várias conotações. (Apolonildo Britto – Revista Amazon View – Edição 88)

 
Apolonildo Brito

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