Perfil

Quem é Apolonildo Britto

Escritor, poeta, artista plástico, além de jornalista, Apolonildo Britto é piloto aviador e, sobretudo, amante da Amazônia. Sobre ele muito se tem escrito, Benedicto Monteiro, o maior escritor contextual da Amazônia e membro da Academia Paraense de Letras, afirma que Apolonildo trouxe para a literatura a importância dos rios, igarapés e lagos, e a característica importante da Amazônia ser, uma região tipicamente fluvial, mérito e particularidade essas que estão presentes na obra "Lendário Amazônico". O trabalho jornalístico de Apolonildo foi também elogiado pelo jornal norte-americano "The New York Times", que considerou sua revista "Enfoque Amazônico" como "única da espécie no Brasil, criada para defender a Amazônia e seus habitantes".  Sua participação vitoriosa nos programas de televisão, "O Céu é o Limite" e "Nova Iorque é o fim", respondendo sobre a Mitologia Grega e "Guerra de Tróia", respectivamente, baseada nos livros Ilíada e Odisséia, de Homero, ajudaram a visão universal que Apolonildo transmite neste ensaio sobre as lendas amazônicas. Seus 30 anos de vivência na aviação regional, sobrevoando e pousando por toda a imensa Amazônia, interagindo-se com o povo e com os problemas locais, deram-lhe amplitude intelectual e grandeza nativista. O "Lendário Amazônico" comprova o conceito do seu autor e o seu profundo amor pela região, olhando as experiências de seu povo de indígenas e mestiços, como uma das mais criativas e importantes regiões do nosso Planeta. O amazônida já veio pré-destinado a voar, quer nas asas de um avião ou nos vôos das artes, planando nas palavras, tanto em trabalhos jornalísticos, quanto poéticos, ou mesmo como artista plástico e designer. Nasceu no dia 23 de outubro, Dia do Aviador. Ainda pequeno, se encantava com aviões pelos céus de sua querida Alenquer. Tempos depois, ajudou seu pai a construir os primeiros campos de pouso em pleno coração da floresta, no Oeste do Pará. Herdou do avô Apolônio a vocação artística e desde cedo se interessou pela Literatura e Pintura, além de tomar gosto por idiomas, inclusive alguns dialetos indígenas.
Do pensamento à ação, Apolonildo se engajou na Observador Amazônico,  primeira revista a divulgar as potencialidades e problemas da região. Na década de 80 lançou a Enfoque Amazônico, revista que marcou época como órgão de comunicação defensor da Amazônia. Numa segunda fase, reeditou a publicação nos primeiros anos da década de 90, em Macapá-AP.
Como bom alenquerense, trouxe a política no sangue, nas lutas oposicionistas "anti-baratistas", militância que germinou seu interesse jornalístico e partidário. Brizolista, engajou-se ao ideário do Partido Comunista Brasileiro, o "Pecebão" e presidiu a Mocidade Trabalhista (PTB) durante o Golpe Militar de 1964, período que foi preso e torturado.
Juntamente com Paulo Fontelles, Helcida Veiga, Luiz Maklouf, Paulo Roberto Fereira, Padre Bernardo Hoyos e tantos outros socialistas, Apolonildo fundou a Sociedade Paraense de Direitos Humanos e participou de edições do famoso jornal oposicionista "Resistência", que tanto contribuíram para redemocratização do Brasil. Subscreveu a criação do MDB e do PMDB no Estado do Pará, além de fundar o PDT paraense e amapaense, a pedido de Leonel Brizola, no início da década de 1980.
Depois de intensa participação em revistas e jornais, e coeso com sua postura de defensor da Amazônia e amante das coisas bonitas e grandiosas da região, Apolonildo Britto idealizou a Macapá View, revista de linha editorial totalmente soft, adotando promover a região pelas belezas naturais e culturais deste verdejante norte brasileiro.  Sua Macapá View, tempos depois, passava a ser chamada Amazon View, porque simplesmente a Amazônia toda rendera-se ao encantos mostrados em suas paginas. Sua publicação, contudo, apesar do sucesso, teve fim no inicio de 2011, depois de 15 anos de circulação ininterrupta, quando Apolonildo mudou residência para Curitiba, por razões familiares.
 

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